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Procrastinação.

O que pode existir por trás do “depois eu faço”?

Procrastinar nem sempre é preguiça. Entenda como ansiedade, perfeccionismo, medo, sobrecarga e dificuldade de lidar com desconfortos podem estar envolvidos.

Você sabe que precisa fazer.

Olha para a tarefa.

Adia por alguns minutos.

Responde uma mensagem.

Abre outra aba.

Faz qualquer outra coisa.

E, algumas horas depois, além da tarefa continuar ali, aparece a culpa.

Esse é um ciclo bastante comum.

Procrastinar nem sempre significa preguiça

Todos adiamos coisas de vez em quando, principalmente tarefas desagradáveis, cansativas ou pouco interessantes.

O problema acontece quando esse padrão começa a trazer prejuízo constante.

A pessoa passa mais tempo preocupada com aquilo que deveria estar fazendo do que realmente executando a tarefa.

E isso cria um ciclo:

tarefa → desconforto → adiamento → alívio momentâneo → culpa → mais ansiedade.

Mas o que existe por trás?

Não existe uma única explicação.

Para algumas pessoas pode existir medo de falhar.

Para outras, perfeccionismo:

“Se eu não conseguir fazer muito bem, é melhor nem começar.”

Também pode haver:

    • excesso de tarefas;

    • dificuldade para decidir por onde começar;

    • ansiedade;

    • cansaço;

    • medo de julgamento;

    • baixa tolerância ao desconforto;

    • dificuldade de organização;

    • falta de clareza sobre prioridades;

    • problemas de atenção ou funcionamento executivo.

Por isso, apenas dizer “tenha disciplina” costuma ser insuficiente.

Começar pequeno pode funcionar melhor do que esperar vontade

Uma estratégia é diminuir o tamanho psicológico da tarefa.

Em vez de:

“Preciso terminar este projeto.”

experimente:

“Vou trabalhar nisso durante 15 minutos.”

Em vez de:

“Tenho que organizar tudo.”

comece por:

“Vou organizar esta parte.”

O objetivo inicial não precisa ser terminar.

Pode ser simplesmente começar.

Observe também o que você pensa antes de procrastinar

Pergunte-se:

“O que eu sinto quando penso nessa tarefa?”

“O que imagino que vai acontecer se eu fizer e não ficar bom?”

“Estou realmente sem tempo ou estou evitando alguma sensação?”

“Essa tarefa está grande demais e precisa ser dividida?”

Essas perguntas podem revelar que o problema não está apenas na agenda.

Às vezes está na relação que você construiu com cobrança, erro, desempenho ou fracasso.

Quando a procrastinação se torna repetitiva e começa a prejudicar trabalho, estudo, relacionamentos ou autoestima, pode valer a pena investigar esse padrão em psicoterapia.