A relação com o próprio corpo envolve muito mais do que aparência. Entenda como imagem corporal, comparação e autocobrança podem afetar seu bem-estar.
Quando você olha para o seu corpo, o que enxerga?
Talvez essa pareça uma pergunta simples, mas nossa relação com o corpo é construída ao longo de toda a vida.
Comentários recebidos na infância, comparações, experiências familiares, mudanças corporais, relacionamentos, padrões culturais e imagens que consumimos diariamente podem influenciar a maneira como aprendemos a olhar para nós mesmos.
O problema começa quando a aparência deixa de ser apenas uma característica e passa a determinar o valor que damos a nós mesmos.
“Só vou me sentir bem quando emagrecer.”
“Meu corpo não é adequado.”
“Todo mundo percebe meus defeitos.”
“Não posso usar determinada roupa.”
“Quando eu tiver o corpo certo, finalmente vou me sentir seguro.”
Aos poucos, a pessoa pode começar a organizar sua vida em torno da aparência.
Evita fotos.
Evita praia.
Evita roupas.
Evita encontros.
Compara-se constantemente.
E acredita que só poderá viver determinadas experiências depois de modificar seu corpo.
Hoje estamos expostos continuamente a imagens selecionadas, editadas e cuidadosamente produzidas.
O problema é que frequentemente comparamos nosso cotidiano real com o melhor ângulo da vida de outra pessoa.
Essa comparação pode alimentar insatisfação, vergonha, cobrança e sensação de inadequação.
Existe uma diferença importante entre:
“Eu preciso achar meu corpo perfeito.”
e
“Eu posso tratar meu corpo com respeito mesmo quando existem coisas das quais não gosto.”
Uma relação mais equilibrada com o corpo passa por reduzir a autocrítica, ampliar a percepção sobre quem você é e reconhecer que sua identidade não está limitada ao peso, à forma ou à aparência.
Se pensamentos sobre peso, alimentação ou aparência passam a ocupar grande parte do seu dia, provocam sofrimento ou modificam significativamente sua maneira de comer, se relacionar ou viver, é importante olhar para isso com atenção.
A psicoterapia pode ajudar a investigar de onde vêm determinadas crenças e exigências e qual função elas passaram a ocupar em sua história.
Não se trata de dizer a você como seu corpo deveria ser.
Trata-se de construir uma relação em que você não precise colocar sua vida em espera enquanto tenta alcançar uma versão ideal de si mesmo.
Se você percebe que sua relação com o corpo tem provocado sofrimento, podemos conversar.
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